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Mas eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de
Deus para todo o sempre. Salmo 52:8

domingo, 14 de novembro de 2010

Dez meses florescendo na casa de Deus

Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Colossenses 3:2



Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Filipenses 4:8


Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim.
Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver. João 14:1-3


Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram. 1 Co15:19

 

Assim será com a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível; é semeado em desonra e ressuscita em glória; é semeado em fraqueza e ressuscita em poder. 1Co15:42, 43


Às vezes tudo o que precisamos é olhar para o alto. Talvez onde você esteja isso não pareça muito animador. Nem sempre estamos num parque com lindas árvores num ensolarado dia de céu azul. Nem sempre haverá pássaros gorjeando alegremente sobre nossas cabeças, trazendo mais música e cor ao nosso dia. Às vezes o que vamos ver vai ser a fumaça cinza dos carros. A capa opaca e pesada de poluição sobre a cidade. A pintura velha descascando do teto de casa. Manchas de bolor causadas pela umidade. Prédios vertiginosamente cobrindo a nossa visão do céu. Mas, ainda assim, eu insisto: olhar para cima pode mudar tudo. Completamente. Quando conseguimos olhar além das aparências.

Jesus nos ensinou a olhar para cima. Ele nos ensinou a pensar alto. Literalmente. Certa vez Ele disse que iria nos preparar lugar para nos receber no céu. Isso me fez lembrar de alguns episódios marcantes que vivemos com a Vitória no hospital. Nos momentos mais desafiantes que ela enfrentou, nós sempre dizíamos que ela estava passando por tudo aquilo para poder ir pra casa. E que em casa tudo ia ser melhor.
Foi muito difícil tomar a decisão sobre a cirurgia. Sabíamos que ela iria sofrer. Que iria correr riscos. Seria tão difícil e doloroso, que talvez ela não suportasse. Mas seria a sua chance de poder melhorar e ir pra casa. Sua chance de viver uma vida verdadeira, em casa, com seus pais, e não mais presa dentro de um hospital. Pude aprender algumas coisas com Deus. Estava aprendendo na própria pele o valor do sofrimento. Deus estava permitindo momentos difíceis e dolorosos para nos transformar. Então nós como pais também precisávamos permitir que ela sofresse uma intervenção cirúrgica para poder ficar boa e ir para casa

Quando a Vitória foi para a cirurgia, foi como se estivesse mandando meu coração para o centro cirúrgico. Decidi dormir a noite anterior no hospital. Deitei numa maca na sala das mães. Um travesseiro e uma colcha trouxeram um pouco de conforto por algumas horas. Levantei por volta das 2h30 para vê-la. Só estava ela e uma técnica na sala, à meia luz. Ela já estava de jejum, recebendo soro, e por isso evitávamos acordá-la, para que não sentisse fome. Expliquei porque não estava recebendo alimento. Toquei suavemente seu rosto e disse que a amava. Dormi mais um pouco lá pelas 3h15, e retornei às 5h30, quando pude lhe dar um banho antes da cirurgia. Depois fiquei com ela em meus braços até o momento em que vieram buscá-la. Ela dormiu tranquilamente. Estava frio e eu pude esquentá-la junto ao meu corpo, envolta numa coberta bem quente e macia. Eu a amava tanto. Aquela menininha tão pequena, tão pura e amável. Eu não queria que ela sofresse. Como eu queria poupá-la de qualquer dor, de qualquer sofrimento. Mas ela nascera com um grave problema. Seu cérebro estava exposto e era alvo fácil de infecções, apesar de todos os cuidados de higiene rigorosos durante os curativos. Tínhamos que corrigir esse problema. Para o seu bem.
Expliquei para ela o que iria aconteceu. Você vai passar por uma cirurgia. O médico vai mexer na sua pele e vai fechar sua cabecinha. Vai ser um pouco difícil. Mas nós oramos para que Jesus esteja com você o tempo todo. Vai dar tudo certo e logo você vai estar de volta, e quando você ficar bem, nós vamos levar você pra casa. Eu vou estar aqui te esperando.

Às sete e meia a equipe chegou. Viemos buscar o RN de Joana de Souza para a cirurgia. Ela sempre era chamada assim. RN de Joana. Logo que nasceu recebeu uma pulseirinha com meu nome. Seu berço e todos os seus pertences tinham meu nome. Embora ela não estivesse conosco em casa, era nossa filha. Tudo nela indicava isso.

Coloquei-a no berço, e então a levaram. Minha mãe estava comigo e fomos acompanhando a equipe até o elevador. Ela foi tranquila, acordada, com a chupeta na boca e as mãozinhas esticadas pra cima. Eu ainda podia sentir seu corpinho quente aconchegado em meu peito. Eu vou estar aqui te esperando, meu amor. Volte para nós.


Logo que a porta do elevador se fechou vieram as lágrimas. Alguns soluços rápidos, mas agora é hora de respirar, orar e confiar em Deus. As horas que se passaram foram de muita apreensão. Eu estava muito nervosa e consciente do grande risco que ela estava correndo. A cada instante orávamos. Senhor, a Vitória está na cirurgia neste momento. Nós não temos controle algum sobre o que está acontecendo. Não temos controle sobre a sua vida. Mas o Senhor tem. Por favor, sustente a vida dela. Faça seu coração bater firme e forte o tempo todo. Proteja-a de todo o mal. Que suas mãos estejam segurando as mãos dos médicos e façam esta cirurgia por eles. Em nome de Jesus, amém.

Minha mãe ficou o tempo todo comigo. Logo o Marcelo também chegou. Naquele dia à tarde ele tinha uma entrevista de emprego importante. Estava desempregado há oito meses e aquele seria um dia muito importante. Duas queridas amigas vieram nos ver: a Angela Leite e Elaine Cedotti. Em meio às conversas, orávamos. No início da tarde minha sogra também chegou. Todos estávamos tensos e apreensivos.

Choramos de alegria e nos abraçamos assim que recebemos a notícia de que a cirurgia havia acabado com sucesso e a Vitória logo seria trazida de volta para a UTI. Eu estava exausta. Não havia conseguido comer nada e tinha dores de barriga de nervoso. Minha cabeça começava a doer e me sentia fraca. Mas naquele momento eu soube que Deus ouvira nossa oração e estava nos dando a vida da Vitória. Nós a levaríamos para casa.

Logo que ela retornou, fui vê-la. Havia sido feito um trabalho maravilhoso. O médico nos alertou que logo seu rosto começaria a inchar, pois havia sido descolada a pele ao redor dos olhos e do pescoço, pele que fora esticada e costurada para cobrir sua cabeça. Ela já começava a acordar. Havia inúmeros fios presos ao seu corpo para os mais diversos controles. Ela estava fria, com 35º, com o aquecedor do berço ligado.

Finalmente conseguimos comer, e depois fui para casa dormir.

Os dias que se seguiram foram os mais difíceis de nossas vidas. No dia seguinte, foi chocante vê-la. Seu lindo rostinho estava inchado e enorme. Seus lindos olhos estavam tão inchados que não se abriam – pareciam duas enormes bolas de ping-pong. Ela não conseguia chorar porque estava entubada. Ela estava sofrendo, eu podia ver em seu rosto. Parecia muito desconfortável. Estava em jejum e aquela cânula na sua traqueia lhe dava náuseas. Seu coração batia mais fraco. A Dra. Silva, pediatra que a acompanhava, prescreveu um sedativo para dor.
Se tocávamos nela, ela acordava assustada, ficava nervosa, começava a se debater. Não conseguia abrir os olhinhos inchados, mas víamos que estava acordada. Tínhamos que acalmá-la até ela dormir. Por isso, eu tinha receio de tocá-la para não acordá-la, e tudo que podia dizer era: está tudo bem, logo você vai se sentir melhor, vai ficar boa e nós vamos levá-la pra casa. Às vezes eu só tocava sua mãozinha, segurava a ponta dos seus dedos e dizia que estava tudo bem, que ela ia melhorar. Ligava a sua estrelinha musical, que tocava uma música suave e alegre, para que ela se sentisse acolhida e soubesse que estávamos por perto.
No dia seguinte seu pescoço também inchou e não havia mais quase separação entre a cabeça e o corpo. Seus olhos estavam incrivelmente mais inchados. O cirurgião tirou o curativo dos pontos, e acima de sua cabeça havia uma enorme ferida escura, cheia de crostas, que sangrava e parecia doer. Oh, meu Deus, será que fazer essa cirurgia foi o melhor? Como ela está sofrendo. Eu não queria isso. Como dói vê-la sofrer. Como dói, meu Deus. Por favor, restaure-a, eu te suplico, eu te imploro, salva a vida dela, por favor.

Aguente firme, meu amor. Seja forte. Coragem. Logo a mamãe e o papai vão levar você pra casa. Agora somente fique tranquila, descanse que tudo vai dar certo. Você vai melhorar. Está tudo bem, meu amor.


No terceiro dia, ela teve uma piora. Seus batimentos cardíacos abaixaram e não voltavam ao ritmo ideal. Ela convulsionou. Numa troca à tarde, não fez xixi e a pressão estava baixa. Descobriram que houve uma obstrução no seu pulmão. Eu fiquei desesperada. A situação era delicada, apesar de não ser extremamente grave. Mas para mim aquilo era insuportável. Em alguns momentos parecia que não aguentaria mais ficar lá dentro com ela. Mas quando me aproximava, dizia-lhe: Assim que você melhorar, a mamãe vai levar você pra casa. Vai dar tudo certo, querida.

Você já está bem melhor, meu amor. Parabéns. Você viu como Deus é bom? Logo você vai ficar bem e nós vamos levar você pra casa.

Hoje a Vitória está conosco em casa. Durante o tempo em que ela viveu no hospital, sempre íamos vê-la. Ela não estava aqui, mas a nossa presença no hospital com ela fazia com que ela se sentisse em casa. O tempo no hospital foi necessário. Foi um tempo de tratamento e de preparação. Mas era passageiro. Não era a casa dela e não fazia sentido fazermos planos para lá. Aquele era o mundo que ela conhecia, mas era tão limitado. Tão pequeno. Uma vida muito melhor esperava por ela. A sua verdadeira casa estava aguardando por ela.

Nós também temos uma casa verdadeira. Temos um Pai que vem nos ver diariamente e nos diz: agüente firme, meu filho, está tudo bem, um dia eu vou te levar pra casa. Sei que você pode estar com um pouco de dor, mas logo vai passar. Eu estou aqui com você. Eu nunca vou te deixar.

Acho que esse mundo em que vivemos é como se fosse a UTI da Vitória. Vai chegar uma hora em que precisaremos passar por uma cirurgia. Tão difícil que corremos o risco de não agüentar. Mas é necessário. Não porque Deus queira, mas porque nós precisamos. Ele sofre conosco. Ele está preparando um lugar melhor para nós. Mas enquanto estamos aqui, Ele está conosco. E temos um selo que indica que somos seus filhos, assim como a pulseirinha que a Vitória usava com o meu nome. Esse selo é o sangue de Jesus. E, mesmo que não estejamos com Ele no céu, a sua presença faz com que estejamos. Se olharmos para o alto e andarmos na sua presença, e permitirmos que Ele opere sua obra em nós, estaremos florescendo na casa de Deus, independente do caos que haja ao nosso redor. Essa vida é muito limitada e incompleta perto daquilo que Jesus está preparando para nós. Isso não quer dizer que não é importante. Mas é preciso olhar para o lugar certo. É preciso viver com os olhos naquilo que não perece. Um dia Jesus vai nos levar pra casa. Nós cremos nisso de todo o nosso coração.

Agradecemos a Deus porque ontem nossa preciosa filha completou dez meses de vida fora do útero. Muito obrigada, Senhor! Para nós são dez meses florescendo na casa de Deus.
Florescendo porque confiamos que Ele nos ama muito mesmo permitindo que soframos. Mesmo as situações que parecem tão adversas e ruins para nós têm um propósito de amor. Por isso estamos florescendo junto com a Vitória. Não porque nossa vida é uma eterna primavera em que tudo é bonito e dá certo. Mas porque nosso coração está guardado com Deus, na sua presença, e Ele nos sustenta. E porque permitimos que Ele fizesse sua obra em nós, sua cirurgia de risco, em que sentimos dor e desconforto em alguns momentos. Mas a dor passou e nos recuperamos. E sabemos que as flores são só o começo. Ainda virão os frutos.


Dez meses de Vitória. Dez meses de superação, suportado o sofrimento, para agora estar em casa conosco. Dez meses de amor incondicional, em meio a lágrimas e esperança. Deus pode fazer a nossa maior dor se transformar na em plena alegria. Dez meses vendo que nenhum sofrimento é em vão quando amamos. E os frutos sempre vêm. Alguns nesta vida. Outros na eternidade. Mas certamente virão. Agradecemos por estes dez meses de vida, florescendo na casa de Deus.

Assim diz o Senhor: "Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. Ele será como um arbusto no deserto; não verá quando vier algum bem. Habitará nos lugares áridos do deserto, numa terra salgada onde não vive ninguém. "Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar fruto. Jeremias 17:5-8

Mas eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de
Deus para todo o sempre. Salmo 52:8
 

 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Parabéns, querida vovó Cida!

 
 
Hoje é o aniversário da querida vovó Cida e a não poderíamos deixar de agradecer a esta avó tão dedicada e amorosa que tem nos apoiado e vivido junto conosco momentos tão intensos com nossa amada Vitória.


Uma mãe zelosa, uma sogra amiga e companheira, uma avó coruja, uma mulher que se desdobra em mil para cuidar de seus filhos, seus netos, seu genro e sua nora, seus pais, seus irmãos, seus sobrinhos, enfim, toda a sua família que tem a alegria de tê-la por perto.


A vovó Cida foi a primeira pessoa para quem contei que estava grávida, logo que descobri. No mesmo dia ela me levou à minha médica e no dia seguinte foi comigo fazer o primeiro ultrassom. Compartilhou comigo a expectativa de saber se estava tudo bem - eu estava tendo alguns sangramentos e minha médica nos alertou que poderia ter perdido o bebê. Choramos de alegria ao ouvir o coraçãozinho da Vitória bater. Eu precisava manter repouso e estava sentindo uma fome imensa, então ela já me ajudava a alimentar a Vitória desde aquela época, preparando as coisas que eu pedia, que estava com vontade ou que não me davam enjôo. 

Ela viveu conosco todos os momentos de alegria e de lágrimas durante a gestação. Lembro quando fizemos o exame que diagnosticou sua malformação. A avisamos por telefone e, quando chegamos em casa, ela estava com os olhos vermelhos, triste, perguntando o que iria acontecer. Depois, como nós, aprendeu a viver um dia de cada vez e a se alegrar nos pequenos momentos maravilhosos que estávamos vivendo com a presença da Vitória. Às vezes ficávamos assintindo televisão, e ela me pedia para avisar quando a Vitória estava mexendo para ela sentir. Mas a nossa menininha, sapeca desde aquela época, parava de mexer assim que sentia que alguém tocava minha barriga. Ficava aquela expectativa e, finalmente, de repente a Cida conseguia sentir a Vitória e então conversava com ela: Oi Vitória, é a vovó... e às vezes até era presenteada com um belo chutinho!

Algo que também me marcou muito foi quando estávamos preparando o chá de bebê da Vitória. A lembrancinha para quem foi celebrar conosco a vida da Vitória foi uma caixinha de promessas, com vários versículos bíblicos sobre a fidelidade de Deus. Eu fiz todas as caixinhas de origami, e na véspera do chá ainda estava recortando os cartõezinhos com os versículos, e faltavam muitos! Ela veio me ajudar e ficamos toda a madrugada recortando os versículos e montando as caixinhas - ela só foi deitar às cinco da manhã! Ela nos apoiou em tudo o que fizemos, e sonhou junto conosco em ter nossa bebezinha viva em casa depois do nascimento.
 
Ela também estava lá conosco na maternidade quando a Vitória nasceu, e depois, ajudando a levar e buscar minha família para o hospital e de prontidão para qualquer eventualidade. Também me ajudou muito assim que fui para casa e ia todo dia para a UTI ainda com os pontos da cesariana, andando com dificuldade.
 E sempre está presente nos ajudando na maravilhosa missão de cuidar e amar desta pequena vencedora. Ajuda a dar mamadeira, dar banho (com a perninha engessada, que é bem trabalhoso), dá comidinha, carrega no colo, sem falar nas muitas vezes em que atua nos bastidores, sem chamar atenção, mas lá está ela, ajudando a lavar mamadeira, passar roupinha e por aí vai.

Querida vovó Cida, parabéns por este dia tão especial do seu aniversário. Muito obrigada por todo o seu amor e dedicação por nossa família! Nós te amamos muito. Que Deus te abençoe sempre!

Com amor,
Marcelo, Joana e Vitória de Cristo

 Vovó Cida com seus filhos Mariana e Marcelo, e com sua netinha mais nova, a Vitória
 
 Vovó Cida com seus três netos: Gabriel, Gustavo e Vitória
A mesma foto, mas agora com mais bagunça!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O presente misterioso



Recebemos há alguns dias uma linda surpresa. Chegou pelo correio uma encomenda. Era um presente para a Vitória, acompanhado de uma carta com palavras que nos emocionaram muito e nos fizeram olhar para Jesus. E o mais incrível, não conhecíamos as pessoas que fizeram este ato tão singelo.  Agora, podemos dizer que não as conhecemos pessoalmente, mas que já são nossas amigas lá da cidade de Igrejinha, Rio Grande do Sul.
Gostaríamos de agradecer às amigas Adreane Nunes e Fabiane Hoppen e ao Varejo Piccadilly que presentearam a Vitória com dois lindos pares de sapato e nos escreveram as palavras que reproduzo abaixo (a carta nos encorajou tanto que esperamos que também ajude a outras pessoas que tem enfrentado desafios como os que enfrentamos).

“Amada Vitória, Queridos Joana e Marcelo!!!

Agradecemos a vocês de coração por esta linda e maravilhosa lição de fé, esperança e amor que vocês têm passado as muitas pessoas que acompanham sua história. Vocês escrevem com amor assim como Cristo sempre escreveu para nós. Vocês enchem nossa vida de alegria, e nossos momentos de dor de certezas...
Olhar a Vitória, ler as fascinantes palavras de amor enchem nossos dias de motivação, sua história inacreditavelmente se mistura com a história do criador... Jesus jamais desistiu de nós, mas pediu que o seguíssemos inteiros, sem restrições e no momento em que Ele nos chamasse...
Ele sabe o para que de tudo, Ele jamais nos prometeu uma vida de sonhos e ilusões, sem dificuldades, mas sim nos prometeu que jamais nos desampararia. E assim tem cumprido...
Quando Jesus voltar, vocês sentirão a felicidade inigualável de atravessar com a Vitória os portões celestiais... Este é o real sentido da vida, a busca da eternidade ao lado de Jesus.
Amamos muito vocês, mesmo sem jamais termos nos visto. Deus se encarrega de aproximar nossos corações através das nossas orações...
Esperamos que um dia possamos nos ver, porque aqui nós já conhecemos vocês. Recebam todo nosso carinho.

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22:6
Assim nos disse o Senhor e quando Ele nos deu esta ordem não estava somente falando de ensinar a falar, andar, ler... mas sim de amar incondicionalmente e proteger para que quando Ele voltasse a esta terra pudesse ver que da mesma maneira que Ele nos ama e cuida, nós o fazemos com os seus pequeninos.
Uma música de uma cantora chamada Sonete no refrão diz o seguinte:
Quando você se olhar no espelho, pense no sorriso de Deus a dizer:
Você é a coisa mais linda que um dia criei, não deixe as circunstâncias tirarem a certeza, Você existe para trazer ao mundo mais beleza, Quero ver você feliz...

Que Deus continue abençoando ricamente esta linda e maravilhosa família,

Com muito carinho e amor.

Amigas Adreane Nunes e Fabiane Hoppen
Varejo Piccadilly – Igrejinha – Rio Grande do Sul”

Queridos amigos, muito obrigada!!! Esperamos um dia, em breve, levar a Vitória até aí para nos conhecermos. As suas palavras nos emocionaram e nos encheram de alegria. E pudemos ver o amor e o cuidado de Deus por nossas vidas por meio da vida de vocês.

Muito obrigada!

Recebam também todo nosso amor e carinho.

Marcelo, Joana e Vitória de Cristo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Visita do tio Léo


Alguns dias atrás o meu irmão Leonardo passou duas semanas em São Paulo a trabalho (ele mora em Caxias do Sul, RS) e aproveitou para rever a Vitória.  Ele já tinha a conhecido em maio, quando também passou alguns dias aqui, justamente na semana que antecedeu a cirurgia. Estávamos tão apreensivos e concentrados na preparação para a cirurgia que acabamos nem publicando nada a respeito da sua passagem. Aproveitando a sua visita, aqui estão algumas fotos divertidas que tiramos com ele, e, para relembrar, algumas fotos tiradas na sua visita em maio deste ano, antes da cirurgia da Vitória.

Brincando com o sapatinho do Grêmio, time de futebol para o qual torcemos no Rio Grande do Sul


No colo bem alto do titio

Que titio alto que eu tenho!
O chão nunca esteve tão longe!

Com o titio e com o papai

Com o tio Léo no hospital antes da cirurgia

Com o tio Léo e com a mamãe

Viram como eu cresci?

 Querido tio, obrigada pela visita!

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