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Mas eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de
Deus para todo o sempre. Salmo 52:8

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Agradáveis surpresas

Como é grande a tua bondade, que reservaste para aqueles que te temem, e que, à vista dos homens, concedes àqueles que se refugiam em ti! Salmo 31:19


Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor! Salmo 31:24


Cantem louvores ao Senhor, vocês, os seus fiéis; louvem o seu santo nome. Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria. Salmo 30:1-5


A Vitória tem feito muitas aventuras nestes últimos dias.

Na semana retrasada, a tia Rita e a Isabela ajudaram a mamãe a levá-la à pediatra (muito obrigada, mais uma vez, tia Rita!). Fazia um lindo dia de sol, bem agradável, e ela adorou passear mais à vontade, sentindo uma brisa gostosa tocar seu rosto e balançar seus lindos cabelinhos dourados ao vento (é verdade, seus cabelinhos estão cada dia maiores!).

Graças a Deus, tivemos boas notícias. Ela está ótima, com 55 cm e mais de cinco quilos (engordou mais de um quilo em um mês!). A médica disse que não precisamos mais acordá-la de madrugada para mamar, e agora ela pode dormir por mais tempo um soninho gostoso na sua cama quentinha. Com o frio que está fazendo, ela adorou a idéia, e a mamãe, então, nem se fala!

Ela também está liberada para pequenos passeios, mas devido ao frio, temos que nos contentar em ir até a sala e voltar... Mas tudo bem, o verão promete!

Até que enfim uma mudança no cardápio!

Como ela completou seis meses, foi apresentada ao fantástico mundo das frutas e legumes, e tivemos agradáveis surpresas. Ela adorou suco de laranja, curtiu laranja com baterraba, ficou alucinada com laranja e cenoura e entrou em êxtase com laranja, mamão e manga. Também está comendo muito bem as papinhas de frutas, especialmente maçã e banana. Por enquanto, não se interessou muito por mamão, mas continuaremos tentando ;-)


O suco de laranja foi uma experiência ímpar. Todos estávamos na expectativa. As opiniões se dividiam. Uns achavam que ela iria gostar, outros que não. Alguém opinou que ela faria careta quando sentisse o gosto, mas depois aceitaria... Quando cheguei com o suco na mamadeira, havia uma platéia. Silêncio. Todos os olhares voltados para a Vitória. Expliquei a ela que iria tomar suco de laranja, que era uma fruta muito gostosa, e blá, blá, blá, e levei a mamadeira à sua boca, um pouco ansiosa. Ela sentiu o gosto do suco e se atracou na mamadeira, quase desesperada. Tomou tudo, 50 ml de cara. Só largou a mamadeira quando acabou, maravilhada. Nesse caso, a surpresa foi nossa, e não dela. Ficamos todos olhando que nem bobos, até que ela deu um pequeno arroto cítrico, satisfeita.


A pediatra estava achando que ela teria dificuldade em deglutir as papinhas, e talvez precisasse de acompanhamento com fonoaudióloga. Mas ela simplesmente abriu a boca, provou a fruta, mastigou e engoliu com a maior naturalidade. E fez uma linda carinha de surpresa, como se pensasse: bem que eu desconfiava que essa história de leite o dia inteiro estava muito sem graça...

Glórias a Deus, que continua abençoando com sua mão poderosa a vida de nosso pequeno milagre, tornando o impossível possível, e surpreendendo a todos com sua imensa bondade.
Ela também recebeu uma visita muito especial: seu primo mais velho, o Gustavo, de 11 anos. O Gu estava esperando ansiosamente para conhecê-la, e não se conformava com o fato de não poder entrar na UTI para ver sua prima durante os cinco meses de internação. Para consolá-lo, garantimos que ele seria um dos primeiros a visitá-la. Passamos momentos muito especiais em família durante um final de semana, tiramos lindas fotos e nos divertimos bastante, tentando fazer pose para as câmeras.



Temos mais novidades para contar, mas por hoje é só... entre uma mamadeira e outra vamos colocando o assunto em dia. Fiquem com nossas piscadas e sorrisos, porque agora está na hora da mamada das cinco.



 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Momentos especiais entre pai e filha

Queridos amigos,

Complementando a homenagem feita para o papai, seguem três vídeos bem especiais da Vitória com ele, para ilustrar um pouco melhor os momentos tão especiais que foram relembrados.

Vídeo feito pelo papai (1ª dia de vida)
Notem que lindas palavras que o papai diz sobre a Vitória logo que ela nasceu.

Vitoria no colo do papai - 4o dia de vida
Vejam como ele fica emocionado com ela no colo, nos primeiros dias de vida.

Vitória - 12º dia
Que momento especial entre pai e filha, com uma canção de ninar ao fundo e o lindo móbile que o Marcelo havia comprado para ela.

domingo, 8 de agosto de 2010

Eu te amo muito, papai!


Querido papai,



Você é o melhor pai que eu poderia ter! Te admiro e me orgulho muito de ser sua filha!


O seu amor por mim, desde quando eu estava na barriga da mamãe, me deu forças para lutar pela vida. Obrigada porque você nunca desistiu de mim, você nunca teve medo de me amar, você nunca se envergonhou de ser meu pai. Sei que para você eu sou importante e especial, e mesmo que outras pessoas não pensem o mesmo, não me importo. Porque o meu papai me ama, me sinto segura e feliz!


Quando eu nasci, todos estavam muito preocupados e receosos, mas você me olhou e disse que eu era linda e amada, e então percebi que estava tudo bem.


Obrigada por fazer tantos sacrifícios por mim, por trabalhar duro para me dar sempre o melhor, por ter a coragem de se expor para lutar pelos meus direitos.


Muito obrigada por ser o melhor pai do mundo! Eu te amo muito, papai!

Da sua filha,
Vitória


 

No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. 1 João 4:18

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. 1 Coríntios 13:13

Querido Marcelo,

A Vitória e eu queremos lhe dar parabéns pelo seu primeiro dia dos pais!

Você é um homem de valores, único e admirável!

Muito obrigada por todo o seu amor e dedicação como pai. Poucos homens fariam tudo o que você fez por mim e pela Vitória.
Você se mostrou um pai amoroso, sensível, interessado e participativo desde a gestação da nossa filha. Se esforçava para ir a todas as consultas e exames junto comigo, se interessava por tudo, me ajudou até a preparar o enxoval. Você conversava muito com a Vitória ainda na minha barriga, e ela lhe respondia com lindos chutinhos. Percebi que vocês criaram uma interação de tal forma que, quando ela nasceu, vocês já tinham uma grande intimidade.

Diferente de muitos homens que passam por situações semelhantes, você nunca teve medo de amá-la, mesmo que isso significasse o risco de se expor e sofrer. Você estava ao meu lado durante o parto e foi muito usado por Deus para me apoiar neste momento. Eu estava nervosa, tremia muito durante a cesárea, e você ficou o tempo todo ao meu lado me dizendo palavras encorajadoras, sorrindo, me ajudando a olhar para Deus. Você me dizia que Deus estava muito feliz comigo, que me admirava pela minha coragem, que havia alegria no céu por nossa decisão de amar nossa filha incondicionalmente. E quando ela nasceu, lembro que, mesmo você usando máscara, eu conseguia ver nos seus olhos que sorria muito. Em meio à ansiedade e nervosismo da situação, nós a ouvimos chorando, e você me olhou e disse: “O que foi isso? Eu ouvi um chorinho? Que chorinho lindo, é a nossa menininha!” Senti uma paz e a alegria muito grande ouvindo aquelas palavras tão inspiradas por Deus de um pai jovem, inexperiente, mas tão pleno de amor e cuidado!

A médica veio nos dizer que, confirmando todos os exames pré-natais, a malformação dela era muito grave e provavelmente ela não sobreviveria por muitas horas. Levaram-na direto para a UTI, e quando eu fui levada para a recuperação, fiquei chorando baixinho. Tentava dormir, mas acordava e sentia as lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos. Assim que me levaram, você foi vê-la. Quando eu cheguei ao quarto, podia sentir a tensão e a tristeza de todos que estavam conosco. Mas de repente você entra com um grande sorrido no rosto dizendo cheio de alegria: “Amor, ela é linda!” Como se simplesmente não houvesse nenhuma malformação, você estava feliz e emocionado por ter se tornado pai, e dizia para todos que sua filha era linda. Lembro que você disse que ela havia chorado, espirrado, e estava dormindo, que tinha uma boquinha linda, e era rosada. Aquelas palavras me consolaram e me encorajaram. Todos acharam que você estava fugindo da realidade, que não estava conseguindo encarar a situação. Mas logo percebi que você estava tendo a coragem de amá-la de todo o seu coração, de se envolver, sem medo de sofrer. Poucas horas depois, quando você me levou na cadeira de rodas para vê-la, lembro que eu estava confusa, insegura e ansiosa para vê-la, mas ao mesmo tempo com medo. E quando entramos no quarto dela, você já estava familiarizado com os procedimentos, já conhecia as enfermeiras e as cumprimentava sorrindo e chamando-as pelo nome. Você perguntava a elas se a Vitória estava bem, o quanto havia mamado, se havia feito resíduo gástrico, queda de saturação, enfim, já estava se inteirando sobre as dificuldades que ela enfrentava e sobre os cuidados que recebia. Eu não podia ir vê-la a toda hora devido à dor que ainda sentia nos pontos, mas você ia vê-la o tempo todo, trazia fotos e vídeos e mostrava para as pessoas que iam nos visitar, todo orgulhoso. Você vibrava com cada boa notícia, como quando ela começou a respirar em ar ambiente, e logo começou a dizer que ela poderia ficar bem e viver normalmente. Aquilo parecia um absurdo naqueles primeiros momentos. Mas os seus olhos de pai enxergavam além das aparências, pois viam com o coração. Tenho certeza que o seu amor incondicional pela Vitória foi essencial para que ela conseguisse superar estes primeiros desafios e sobrevivesse.


Quando ela ficou mal durante o pós-operatório, muito inchada e com a freqüência cardíaca muito abaixo do normal, eu estava esgotada e desesperada, mas você olhava para ela e dizia que ela estava bem e que tudo aquilo ia passar. E quando ela começou a convulsionar, você começou a lhe falar o quanto ela era especial, o quanto era grato pela vida dela e ela começou a melhorar, e no dia seguinte foi extubada e surpreendeu a todos!

Como tem sido maravilhoso ter você ao meu lado nessa missão especial que recebemos de Deus de sermos pais da Vitória. Tenho certeza que a Vitória é muito grata pelo pai que tem. Tenho certeza que ela te ama muitíssimo!

Obrigada por me ensinar tanto, por me encorajar tanto, por ser um exemplo de pai e um apoio para mim.

Tenho muito orgulho de ser sua esposa e de poder dizer, neste dia dos pais, por mim e pela Vitória, que nós te amamos muito!


Feliz dia dos pais!

Com amor,
Joana e Vitória



terça-feira, 3 de agosto de 2010

Muito obrigada, tias Ritas, tios André e Flávio!




Semana passada, duas amigas muito especiais vieram ver a Vitória. Amigas que me encorajaram e me apoiaram muito durante toda a gestação. Elas tiveram muita fé pela vida da Vitória e sonharam junto comigo com o milagre de vê-la viva. Quando o desafio parecia grande demais para suportar, elas apareciam com palavras animadoras e atitudes que nos motivavam a crer no poder de Deus.
São as queridas Rita Caputo e Rita Moraes, a quem chamo carinhosamente de irmãs em Cristo, pelo vínculo de fé que nos une.
As duas organizaram o chá de bebê para a Vitória em dezembro do ano passado. Foi um momento maravilhoso. Elas fizeram uma linda decoração com o nome da Vitória espalhado por todos os lugares e cartazes com escrituras bíblicas, além de deliciosas guloseimas.
Junto com seus maridos, André Caputo e Flávio Moraes, deram para a Vitória uma cadeirinha para o carro e um bercinho, demonstrando atitudes de fé de que a Vitória viveria e iria para a casa.
Na noite que antecedeu o parto da Vitória, a Rita e o Flávio foram à nossa casa com a pequena Helena, que tinha apenas quatro meses, orar para que Deus abençoasse o nascimento da nossa filha e a fizesse viver. No momento do parto, no dia 13 de janeiro, a Rita e o André, e a sua filhinha Isabela, de 1 aninho, estavam lá no hospital às 7h da manhã, orando para que tudo corresse bem e, quando eu fui para o quarto da maternidade e a Vitória para a UTI, lá estavam eles, do nosso lado. A Rita Caputo levou algumas ameixas lavadas e mamão cortadinho para mim, estavam mais gostosos que as frutas do hospital! E a Rita Moraes levou um lindo pé de hortênsias que alegraram a nossa estadia lá.

Durante toda a internação da Vitória, estes dois casais de amigos continuaram nos apoiando. Sabendo que nós passávamos todos os dias no hospital e não tínhamos tempo nem condições emocionais de ir visitá-los, eles iam com suas filhas pequenas nos encontrar lá para conversar, almoçar conosco, saber da Vitória. Estes momentos tornavam nossa peregrinação pela UTI mais leve. E esses são apenas alguns exemplos de tudo que estes dois casais de amigos fizeram por nós.

Por tudo isso, foram mais que merecedores de serem uns dos primeiros a ver a Vitória em casa!
Gostaríamos de agradecer imensamente a eles pela amizade, por toda a ajuda que dedicaram a nós e, principalmente, pelo amor tão sincero que demonstraram pela vida da Vitória.

E a Vitória também gostaria de agradecer às amiguinhas Isabela e Helena, pois herdou delas boa parte do seu enxoval, com lindas roupinhas que fizeram o maior sucesso na UTI e no blog.

E agradecemos a Deus por ter colocado amigos tão especiais no nosso caminho. Vocês foram usados por Deus para mostrar que Ele estava próximo e não havia nos desamparado, mas nos amava muito.


Queridas tias Ritas, muito obrigada por me amarem desde quando eu era um embriãozinho minúsculo, e por terem tido fé por mim quando todos achavam que isso era loucura. Obrigada por cuidarem da mamãe em tantos momentos desafiantes, e por continuarem cuidando e amando a minha família.
Amo muito vocês e espero crescer logo para brincar com minhas amiguinhas Isabela e Helena. Tios André e Flávio, muito obrigada por também terem tido fé por mim, cuidarem do papai e da minha família, Que Deus os abençoe!

Um beijo,
Vitória

Tio Flávio com a Vitoria no colo, tia Rita Moraes com a amiguinha Helena

Tia Rita Caputo com a Isabela no colo e tio André, junto com a mamãe e papai na maternindade

sábado, 31 de julho de 2010

Querido vovô Marcelo, parabéns!


 Querido vovô Marcelo! 

Parabéns pelo seu aniversário!
  

Sei que já se passaram algumas horas... mas nunca é tarde para se falar o quanto alguém é especial para nós!


Parabéns por mais um ano de vida. Estar vivo é uma grande bênção, e com saúde então, é maravilhoso (sei disso muito bem, porque fiquei cinco meses doentinha no hospital...) Então, que Deus te abençoe mais e mais com muita saúde, alegria, e muita paz!

Nós nos encontramos algumas vezes quando eu ainda estava na barriga da mamãe, lembra, no aniversário dela, você fez um vídeo da festinha que o papai fez para ela?

Quando eu nasci vocês foram visitar a mamãe e o papai na maternidade, mas eu estava na UTI e vocês não puderam me ver. Mas logo depois, você foi uma das primeiras pessoas da família a me ver. Tudo bem, eu era bem pequeninha e só dormia, mas lembro que você estava com o meu papai e ficou me olhando, muito emocionado, tanto que até esqueceu de tirar uma fotinho comigo!


Depois disso não nos vimos mais. Sei que ainda não nos conhecemos muito, mas não importa, todas as grandes amizades um dia começaram assim, não é mesmo?

Você é especial porque é meu vovô e não vejo a hora de você vir aqui em casa junto com a tia Cida e as crianças para a gente comemorar o seu aniversário e a minha saída do hospital. E também para me darem bastante colinho. Ah, e dessa vez não esqueça de tirar uma fotinho comigo, viu?

Que Deus te abençoe, querido vovô Marcelo.

Um beijo,
Vitória


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