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Mas eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de
Deus para todo o sempre. Salmo 52:8

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cem dias de Vitória



"Alegrem-se, porém, e regozigem-se para sempre no que vou criar, porque vou criar Jerusalém para regozijo, e seu povo para alegria. Nunca mais haverá nela uma criança que viva poucos dias, e um idoso que não complete os seus anos de idade; quem morrer aos cem anos ainda será jovem..."
Isaías 65:18; 20

Então chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés e lhe implorou insistentemente: "Minha filha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e que viva". Enquanto Jesus ainda estava falando, chegaram algumas pessoas da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga. "Sua filha morreu", disseram eles. "Náo precisa mais incomodar o mestre!" Não fazendo caso do que eles disseram, Jesus disse ao dirigente da sinagoga: "Não tenha medo, tão somente creia". Mateus 5:22-23; 35-36


Hoje nossa linda princesinha completou cem dias de vida fora do útero! Foram os cem dias mais felizes de nossas vidas, com este maravilhoso presente de Deus. Amamos imensamente nossa filha.
Tê-la conosco é simplesmente incrível.




Durante a sua gestação, foi diagnosticado que ela tinha se formado com acrania e excencefalia, o que para os homens era uma sentença de morte. Foi-nos dito que ela não sobreviveria fora do útero e morreria provavelmente poucas horas após seu nascimento.


Quando li esta promessa de Deus para o seu povo de que no meio do seu povo não haveria crianças de poucos dias, pensei: Como esta promessa pode se encaixar na vida tão frágil da minha filha? Isso era impossível para uma criança com um problema tão grave, incompatível com a vida. Mas Jesus nos diz para termos fé de que nada é impossível para Deus. Decidimos orar. Decidimos ter fé. Decidimos amar nossa filha assim como Deus nos ama, incondicionalmente, sem nunca desistir.


Momentos antes do parto, ainda oramos ao Senhor pedindo por sua vida, assim como o dirigente da sinagoga que foi chamar Jesus para salvar sua filha à beira da morte.

Tentaram decretar sua morte antes mesmo que ela nascesse. Mas Deus decretou sua vida. Deus mostrou que está acima do conhecimento dos homens. Nos disseram para prepararmos o enterro. Mas nós preparamos seu enxoval. Muitas pessoas ficaram sem entender. E quão maravilhados e gratos ficamos vendo que Deus honrou nossa fé vacilante e nosso amor sincero por essa criança única. Quão maravilhados ficamos ao ver que Deus é fiel em todas as suas promessas e é bondoso em tudo o que faz.

Muito obrigado, Senhor, pelos primeiros cem dias da Vitória!

Amada Vitória, parabéns! Que Deus te abençoe com muitos e muitos lindos dias de vida.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Aprendendo a ser barro

Contudo, ó SENHOR, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos.  Isaías 64:8

 

Eis que vim de Deus, como tu; do barro também eu fui formado. Jó 33:6


Ai daquele que contende com o seu Criador, daquele que não passa de um caco entre os cacos no chão. Acaso o barro pode dizer ao oleiro: ‘O que você está fazendo?’ Será que a obra que você faz pode dizer? ‘Você não tem mãos?’ Isaías 45:9



Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade. Então o Senhor dirigiu-me a palavra: “Ó comunidade de Israel, será que eu não posso agir com vocês como fez o oleiro?”, pergunta o Senhor. “Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel. Jeremias 18:3-6
 

Quando descobrimos, na 13ª semana de gestação, que a Vitória tinha uma malformação gravíssima, ficamos tristes e confusos. Por que nosso bebê não havia sido formado perfeitamente? Como Deus poderia trabalhar em nossas vidas dessa forma?

Chorei e pedi a Deus que mudasse aquela situação e que curasse nosso bebê. Que os próximos exames mostrassem um diagnóstico diferente. Contudo, os exames continuaram mostrando a mesma coisa: acrania e excencefalia - a calota craniana não havia se formado e o cérebro estava em contato com o líquido amniótico, e por isso seria perdido irreversivelmente, resultando em anencefalia.

Alguns médicos aconselharam a interrupção legal da gestação, uma vez que a criança não sobrevive após o parto, e a mãe pode ter algumas intercorrências perigosas na gestação, como o aumento do líquido amniótico. Não nos sentimos no direito de decidir pelo fim da vida de nosso bebê - essa decisão cabia a Deus, e Ele estava permitindo que houvesse vida. Ao mesmo tempo, não me parecia possível aguentar o sofrimento de enfrentar nove meses de gestação nessas circunstâncias. Não podia suportar a ideia de passar por uma gestação sofrida, difícil, triste, correndo riscos, e no final enfrentar aquilo que todos previam: a morte. Nenhuma destas alternativas parecia aceitável. Nada parecia fazer sentido.

Sempre ouvimos falar de um Deus de milagres, que tudo pode. Pensamos: como não darmos a Ele a oportunidade de fazer um milagre? Como saber se Ele não pode fazer algo diferente do que está sendo previsto pelos homens? Decidimos esperar em Deus. Mas a espera era dolorosa.

Por isso começamos, o Marcelo e eu, buscar a Deus de uma forma que nunca havíamos feito. Precisávamos de ajuda. Não conseguiríamos enfrentar essa situação sozinhos. Deus estava permitindo tudo aquilo e deveria ter algum motivo, algum propósito. Quase me afogando em meio às lágrimas, perguntei: O que o Senhor quer fazer na minha vida? Me ajude, por favor. Me mostre o caminho, eu não sei para onde ir. O que eu devo fazer? Por favor, me conduza.

Percebi que o Espírito de Deus estava me direcionando a orar: “Tu és o oleiro, eu sou o barro. Faz a tua obra. Ajuda-me a ser o barro. Ajuda-me a ter um coração maleável para ser moldado por ti, assim como o barro que se deixa moldar pelo oleiro. Ajuda-me a não ter um coração duro e seco que não possa ser moldado por ti”.

Comecei a repetir essa oração todos os dias: “Tu és o oleiro, eu sou o barro. Ajuda-me a ser barro”. Em vez de querer ter o controle da situação, de querer dizer para Deus o que fazer, comecei a deixá-lo ter o controle e fazer a sua obra na minha vida. Mesmo sem entender. Comecei a me submeter, assim como o barro se submete ao oleiro.
O barro sozinho não é nada a não ser barro. Mas nas mãos do oleiro pode ser transformado em um vaso para um bom uso. Nas mãos do oleiro o barro ganha um propósito. Percebi de repente que precisava aprender a ser barro para deixar Deus fazer sua obra em minha vida. Para minha vida ter propósito. Ou me submetia para ser moldada, ou me tornaria em um monte de cacos espalhados pelo chão.

E Deus está fazendo muitas coisas surpreendentes em nossas vidas, diferentes de tudo o que era esperado. Aos poucos, contaremos melhor essa história.

Mas, por enquanto, vamos aprender a ser barro.


O Senhor cumprirá o seu propósito para comigo! Teu amor, Senhor, permanece para sempre; não abandones as obras das tuas mãos” Salmo 138:8

domingo, 14 de março de 2010

Aprendendo a orar


“Então Jesus lhes disse: Suponham que um de vocês tenha um amigo e recorra a ele à meia-noite e diga: ‘Amigo, empreste-me três pães, porque um amigo meu chegou de viagem, e não tenho nada para lhe oferecer’.
E o que estiver dentro responda: ‘Não me incomode. A porta já está fechada, eu e meus filhos já estamos deitados. Não posso me levantar e lhe dar o que me pede’. Eu lhes digo: Embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação se levantará e lhe dará tudo o que precisar.
Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta”.  
(Lucas 11:5-10, NVI)



“E eu farei que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei”. (João 14:13-14, NVI)


“Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”. “Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Marcos 9:22b-23)

Hoje nossa amada Vitória completou dois meses. Dois meses de muitas alegrias, muitos desafios e muita gratidão. Gratidão pela inabalável fidelidade de Deus.
Durante a gestação da nossa querida filha, enfrentamos muitas incertezas. Não havia boas expectativas para a vida da Vitória após o parto. Foi muito difícil passar por uma gestação sabendo que poderíamos não ter nosso bebê vivo em nossos braços no final.

Decidimos orar. Orar a Deus como Jesus nos ensinou. Pedir o impossível no Seu nome, crendo que Ele poderia nos ouvir e ter misericórdia de nós. Decidimos ser loucos segundo os padrões deste mundo -  e loucos para muitas pessoas que estavam ao nosso redor! Decidimos ter fé. Isso não foi fácil, nem foi natural. Quem pensa que somos pessoas “iluminadas”, “evoluídas” ou “especiais”, na verdade se engana. Tivemos muito medo, muitos momentos de fraqueza e lágrimas. Mas decidimos agir pela fé e não pelas evidências. Quando eu estava triste e com medo, o Marcelo estava confiante e alegre para me encorajar. Às vezes ele acabava ficando preocupado e triste, e eu estava mais confiante para o ajudar. E quando nós dois desanimávamos, íamos para a Bíblia ler os versículos que nos encorajam a ter fé.
Entregamos nossa pequena Vitória a Deus e seguimos em frente, rejeitando o medo, a dúvida e a tristeza, e aceitando a alegria, a gratidão e a paz que o Espírito de Deus nos oferecia toda a vez que orávamos. Orávamos sem saber exatamente o que pedir, ou como pedir. Mas orávamos. Pedimos pela vida da Vitória a cada dia dos seus nove meses de gestação.
E Deus nos ouviu. Dos mais altos céus inclinou seus ouvidos para anotar nossos pedidos aqui na terra. Nós, tão pequeninos, insignificantes, com problemas como todo mundo, em um mundo tão cheio de problemas, de guerras, de tragédias, catástrofes e caos... será que vale mesmo a pena orar? Deus tem nos ouvido e tem sido bom para conosco. Ele tem sido bom para com a Vitória.

Não pensem que todos os nossos problemas se resolveram. Alguns até parece que aumentaram! Mas nossa confiança nEle também aumentou. Agora temos a certeza que Ele está atento a tudo o que acontece na Terra, como sua palavra fala, e que está cuidando de nós. Antes líamos isso, mas agora vivemos. E nada nos faltará, como diz o salmo. Porque Deus é fiel em todas as suas promessas, e é bondoso em tudo o que faz. E Ele fez a Vitória, com muito amor!


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